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5 setores de destaque no comércio exterior brasileiro em 2026
18 de fevereiro de 2026 |

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18 de fevereiro de 2026 |

O comércio exterior brasileiro entra em 2026 sob um novo desenho geopolítico. O ambiente global deixou para trás a lógica de grandes acordos multilaterais estáveis e passou a operar com negociações mais fragmentadas, bilaterais e sujeitas a mudanças rápidas.
Mesmo diante desse aumento de incerteza, o Brasil manteve protagonismo. O país encerrou o último ciclo com superávit expressivo na balança comercial, sustentado por setores que combinam escala produtiva, competitividade e demanda estrutural no mercado internacional.
Para 2026, as projeções seguem otimistas. O desafio não é exportar mais, é melhorar produtos, serviços e estruturas financeiras para serem capazes de atender às exigências técnicas, ambientais e regulatórias dos principais destinos globais.
A seguir, confira 5 setores com destaque no comércio exterior, seja na frente exportadora ou como facilitador de operações financeiras!
O agronegócio segue como pilar das exportações brasileiras e, atualmente, passa por uma transformação relevante. O Brasil entra em 2026 deixando de ser visto apenas como fornecedor de matéria-prima bruta e avança na oferta de alimentos com maior nível de processamento.
Essa mudança responde a uma demanda global mais sofisticada. Mercados como a União Europeia exigem rastreabilidade, padrões ambientais claros e cadeias produtivas auditáveis. Trata-se de conformidade e diferenciação e não apenas de volume.
Esse movimento também impulsiona investimentos em certificações internacionais e em tecnologias de monitoramento da produção. Selos ambientais, controle de origem e padronização de processos passaram a influenciar decisões de compra nos principais mercados importadores.
O acordo entre Mercosul e União Europeia acelera esse movimento. A eliminação de tarifas para grande parte dos produtos agropecuários abre espaço para itens como café solúvel, óleos vegetais e frutas processadas ganharem competitividade imediata.
Exportar produtos com maior agregação fortalece a indústria nacional, gera empregos e amplia a geração de recursos por tonelada embarcada. Para 2026, esse reposicionamento tende a ser um dos principais motores de crescimento das exportações brasileiras.
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O setor de proteínas animais vive um período de reorganização dos fluxos globais. Restrições comerciais em mercados tradicionais e mudanças no consumo internacional criaram novas janelas de oportunidade para exportadores.
O Brasil se beneficia desse cenário ao acessar cotas ampliadas no mercado europeu, especialmente para carne bovina e de aves. A redução tarifária melhora a margem do exportador, mas eleva o nível de exigência técnica.
As regras sanitárias e ambientais ficaram mais rigorosas. O uso de defensivos, os protocolos de biossegurança e os processos produtivos passaram a ser fatores determinantes para a manutenção do acesso aos mercados mais exigentes.
A vantagem brasileira está na escala e na capacidade de adaptação. Em 2026, a rentabilidade do setor depende menos de volume absoluto e mais da eficiência em cumprir normas específicas de cada destino comercial.
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A transição energética global colocou o Brasil em posição estratégica. O etanol brasileiro ganhou protagonismo como alternativa viável para países que precisam reduzir emissões e cumprir metas climáticas de curto e médio prazo.
Com produção estimada acima de 36 bilhões de litros, o país garante oferta estável ao longo do ano. A flexibilidade das usinas, que operam com cana-de-açúcar e milho, reduz riscos de desabastecimento e melhora a previsibilidade dos contratos internacionais.
Esse posicionamento fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável de energia limpa. Países com metas climáticas agressivas buscam parceiros capazes de garantir volume, regularidade e conformidade ambiental.
Enquanto o mercado de açúcar sofre com oscilações, os biocombustíveis mantêm demanda consistente. Essa estabilidade faz com que o etanol seja um ativo relevante na pauta exportadora de 2026.
Além do etanol, o hidrogênio verde entra no radar como vetor de longo prazo. A combinação entre matriz energética que reduz o impacto ambiental e conhecimento técnico posiciona o Brasil como fornecedor de tecnologia associada à descarbonização.
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Mesmo em um mundo que discute a redução do uso de combustíveis fósseis, o petróleo segue central na matriz energética global. O Brasil chega a 2026 como um dos principais produtores e exportadores, impulsionado pela eficiência da produção em águas profundas.
A autossuficiência energética garante excedente exportável consistente. Mudanças políticas e produtivas em países vizinhos também abriram espaço para o Brasil assumir maior protagonismo regional no fornecimento de óleo e derivados.
Esse novo desenho fortalece a balança comercial e amplia a influência do país no mercado internacional de energia. O setor atua como elemento de estabilidade em um ambiente global volátil.
Os recursos gerados pelo petróleo também desempenham papel relevante no financiamento da transição energética nacional. Em 2026, o desafio está em equilibrar oportunidades comerciais com compromissos ambientais e estratégicos de longo prazo.
Independentemente do setor produtivo, exportar em 2026 exige eficiência financeira. O ambiente de câmbio volátil amplia riscos operacionais e torna a gestão financeira parte central da estratégia de internacionalização.
Liquidação cambial ágil, segurança jurídica e previsibilidade de fluxo de caixa deixaram de ser diferenciais e passaram a ser pré-requisitos. Empresas que não estruturam bem essa etapa perdem competitividade, mesmo com produtos fortes.
A gestão cambial, nesse contexto, deixa de ser uma função operacional e passa a integrar a estratégia do negócio. Estruturas financeiras eficientes permitem melhor planejamento, redução de exposição a oscilações e maior controle sobre margens.
Nesse contexto, instituições financeiras especializadas em comércio exterior assumem papel estratégico. Elas reduzem fricções operacionais, otimizam processos e permitem que o exportador concentre esforços no crescimento do negócio.
A infraestrutura financeira se consolida como um setor complementar essencial às exportações brasileiras. Por exemplo, o Braza Bank atua como parceiro estratégico para o exportador que busca escala e segurança nas suas liquidações.
O ano de 2026 marca uma fase de maturidade do comércio exterior brasileiro. O país reúne setores com demanda global, capacidade produtiva consolidada e vantagens competitivas. O diferencial está na estratégia. Quem entende o cenário, investe em conformidade e estrutura.
Quer entender mais sobre a eficiência do Braza para elevar o seu potencial de exportação em 2026? Entre em contato com o nosso time!
Agronegócio e alimentos processados, proteínas animais, energia e biocombustíveis, petróleo e derivados, além de serviços financeiros e infraestrutura voltados ao comércio exterior.
Porque a demanda global deixou de priorizar apenas volume e passou a exigir rastreabilidade, padrões ambientais e maior nível de processamento, favorecendo produtos com maior agregação.
A capacidade produtiva, a matriz energética mais limpa e a oferta estável de etanol posicionam o país como fornecedor estratégico na transição energética global.
A eficiência da produção em águas profundas garante excedente exportável, fortalece a balança comercial e gera recursos que ajudam a financiar a própria transição energética.
Qual é o papel dos serviços financeiros na exportação em 2026?
A eficiência cambial, a segurança jurídica e a previsibilidade financeira se tornaram essenciais para manter a competitividade em um cenário de maior volatilidade e exigência regulatória.